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O que é própolis?
É incrivel, mas essa substância conheciada já no tempo dos faraós, ainda não tem uma definição científica completa. Isto é mais incrível ainda, quando se sabe das suas excelentes possibilidades de cura.
Mas é possível responder com segurança:
Própolis é um antibiótico natural.
A própolis, porque contém diversas substâncias antibióticas naturais, tem propriedades bacteriostáticas e bactericidas com uma ação antimicrobiana de espetacular eficiência. Nos últimos quarenta anos os cientistas de vários países comprovaram a eficácia da própolis no combate aos germes patogênicos - quase todos eles - sem causar ao homem os efeitos colaterais tão temidos nos antibióticos convencionais.
Isto é, própolis atua com segurança não causando doenças iatrogênicas: a iatrogenia é uma alteração patológica provocada por tratamento médico errado ou inadequado.
Vamos simplificar essa linguagem "científica":
A própolis é um antibiótico natural colhido pelas abelhas, com a mesma eficiência das drogas químicas, que não produz efeitos nocivos à saúde: não destrói a flora intestinal, não afeta os rins ou o fígado, porque ela elimina-se naturalmente do organismo.
A própolis consegue os mesmos efeitos que a penicilina, a estreptomicina, a terramicina, o cloranfenicol e outros poderosos antibióticos, sem causar nenhum mal ao homem.
Já não é segredo para ninguém que hoje usa-se exageradamente os antibióticos.
Em qualquer simples cirurgia, no tratamento de pequenas infecções etc., é comum o paciente tomar grandes doses de antibióticos. Isto não só agride a flora intestinal por exemplo, com graves conseqüências, como debilita o organismo, quebra sua resistência e passa a exigir cada vez maiores dosagens para ter efeito. É um ciclo terrível, que pode ser evitado pela própolis.
Para entendermos bem as vantagens da própolis, é preciso conhecer desde o princípio o processo de sua "fabricação" pelas abelhas.
Por isso, é bom saber que a própolis é uma substância resinosa, colhida pelas abelhas dos botões de flores, brotos e cascas de árvores, especialmente dos olmos, e é usada como uma espécie de "cimento" para a construção da colméia.
A própolis é a principal matéria-prima das abelhas.
Com a própolis as abelhas lacram todos os buracos e brechas, colam os favos nos quadros e vedam o telhado e a entrada da colméia.
A outra particularidade da própolis para as abelhas, e de muita importância, é sua qualidade antibacteriana. Com a própolis as abelhas envolvem todos os corpos estranhos que por ventura penetrem na colméia. Elas encerram-nos num "casulo" envolvido pela própolis que "mata" as bactérias, garantindo a pureza e higiene suprema que reina dentro do seu habitat.
Bem, as abelhas têm que lutar contra alguns ladrões.
A colméia tem uma saída, chamadageralmente "orifício de vôo". Com própolis e cera, um pouco atrás dessa saída, elas constroem verdadeiras fortalezas para impedir a entrada de ladrões de mel: um dos mais temidos (não, não é o urso...) são os ratos. Raramente entram, por mais que tentem.
Mas os bichos menores, insetos, conseguem às vezes penetrar nesse habitat.
Quando isso acontece as abelhas enfrentam os invasores: se são muito pequenos eles conseguem fugir pela saida de vôo. Um pouco maiores e de movimentos mais lentos para escapar, acabam mortos. O que fazer do cadáver? - Cobrem-no de própolis, eles são verdadeiramente embalsamados: anos e anos após, podem ser encontrados em perfeito estado, o que prova a extraordinária capacidade antibacteriana do própolis.
Quando o homem desconhecia estas propriedaeds da própolis, os apicultores irritavam-se com essa substância que, para eles, não tinha nenhuma serventia e atrapalhava a colheita do mel.
Depois de mais de três mil anos de seu uso intuitivo, quase por acaso, é que os cientistas nos últimos quarenta anos estão redescobrindo suas qualidades terapêuticas. De tal forma que hoje considera-se a outrora desprezada própolis o mais importante produto das abelhas.
A própolis é um antibiótico não-tóxico, de ação imediata, sem os efeitos colaterais que as drogas produzem e com possibilidades de cura excepcionais.
Muitos cientistas já concordam que o senso comum deve prevalecer no sentido de que o senso comum deve prevalecer no sentido de que a própolis seja utilizada como um antibiótico natural com freqüência. Os antibióticos fabricados pelo homem deveriam ser restritos para as doenças graves, cujos portadores já estejam debilitados por medicação convencional.
Bernard Masson
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